Saúde 24 comemora Primeiro Aniversário com Novo Serviço
Prestes a assinalar a passagem do seu primeiro aniversário, a Linha Saúde 24 acrescentou ao conjunto de serviços prestados o aconselhamento sobre alergias, pretendendo ajudar quer pessoas a quem já tenha sido diagnosticada determinada alergia, quer indivíduos que, desconhecendo a sua condição, apresentem sintomas associados.
Aos indivíduos aos quais já foi diagnosticada a situação, a Saúde 24 dá uma resposta ao nível das alergias respiratórias (mais sazonais), alimentares (menos dependentes do efeito da sazonalidade) e dermatológicas, nomeadamente, rinite alérgica, asma, conjuntivite alérgica, dermatite atópica, dermatite de contacto, urticária, sinusite, alergias/ intolerâncias alimentares, entre outras.
Aos outros, os indivíduos que apresentam sintomas mas que não estão diagnosticados, é disponibilizado aconselhamento sobre esta matéria e também sobre picadas de insectos, pieira, dor dos seios nasais, rash, prurido, sintomas oculares/oftalmológicos, do foro alimentar (náuseas e vómitos) ou tosse.
Através do número de telefone 808 24 24 2 4 será, ainda, disponibilizada informação genérica de saúde relacionada com a temática das alergias e medicação associada.
Desde o seu arranque experimental em 2007, a linha Saúde 24 já ajudou cerca de 440 mil pessoas a descobrirem uma nova forma de lidar com os seus problemas de saúde, para além de ter proporcionado uma diminuição dos utentes que recorrem às urgências hospitalares, permitindo, assim, aos utentes uma maior comodidade e capacidade de gerir a sua própria saúde.
Data: 17-04-2008
Fonte: Portal do Cidadão com Portal da Saúde
sábado, 19 de abril de 2008
Inaugurada primeira unidade de saúde digital
Inaugurada primeira unidade de saúde digital
Projecto testado na USF de S. Julião desde Janeiro de 2007
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, inaugurou ontem, na Figueira da Foz a primeira região de saúde digital do país. Com este projecto, apoiado pela PT Prime, a funcionar na Unidade de Saúde Familiar (USF) de S. Julião, o utente passa a ter à disposição um conjunto de serviços, via internet, como a marcação de consultas, o acesso a resultados de exames médicos, acesso a informação do processo clínico electrónico ou visualização de resultados de exames e análises.
"É um sistema fácil e que simplifica a vida às pessoas", disse, ao JN, Jorge Mendes, 67 anos, utente da USF de S. Julião.
Munido de uma "password", o utente, em casa, efectua a tarefa desejada através da Internet. "Passei a pedir receitas, marcar consultas e levantar receituário a partir de casa. Pelo menos não estamos à espera em filas, como acontecia no passado. Agora, chegamos aqui, aguardamos uns minutos e somos logo atendido", revelou Jorge Mendes.
O projecto, ontem inaugurado oficialmente, tem sido testado naquela unidade desde Janeiro de 2007 com resultados positivos. "Em relação ao tempo de espera de atendimento passou de 12 minutos para seis", divulgou José Luís Biscaia, coordenador da USF de S. Julião, que tem actualmente cerca de 10 mil utentes inscritos. Paulo Dâmaso
Projecto testado na USF de S. Julião desde Janeiro de 2007
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, inaugurou ontem, na Figueira da Foz a primeira região de saúde digital do país. Com este projecto, apoiado pela PT Prime, a funcionar na Unidade de Saúde Familiar (USF) de S. Julião, o utente passa a ter à disposição um conjunto de serviços, via internet, como a marcação de consultas, o acesso a resultados de exames médicos, acesso a informação do processo clínico electrónico ou visualização de resultados de exames e análises.
"É um sistema fácil e que simplifica a vida às pessoas", disse, ao JN, Jorge Mendes, 67 anos, utente da USF de S. Julião.
Munido de uma "password", o utente, em casa, efectua a tarefa desejada através da Internet. "Passei a pedir receitas, marcar consultas e levantar receituário a partir de casa. Pelo menos não estamos à espera em filas, como acontecia no passado. Agora, chegamos aqui, aguardamos uns minutos e somos logo atendido", revelou Jorge Mendes.
O projecto, ontem inaugurado oficialmente, tem sido testado naquela unidade desde Janeiro de 2007 com resultados positivos. "Em relação ao tempo de espera de atendimento passou de 12 minutos para seis", divulgou José Luís Biscaia, coordenador da USF de S. Julião, que tem actualmente cerca de 10 mil utentes inscritos. Paulo Dâmaso
Portugueses gastaram 71 milhões de euros em taxas moderadoras em 2007
Os portugueses gastaram no ano passado 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras, das quais mais de dois milhões nas novas taxas de internamento, que entraram em vigor em Abril desse ano, revelam dados do Ministério da Saúde.
As taxas de internamento, tal como as de cirurgia de ambulatório, entraram em vigor a 1 de Abril de 2007. Nesse ano, o valor cobrado foi de cinco euros por dia de internamento (até um limite de dez dias) e de dez euros por cirurgia de ambulatório.
Estes valores foram, entretanto, actualizados, situando-se nos 5,10 euros por dia de internamento e nos 10,20 euros por cirurgia de ambulatório.
Dados do Ministério da Saúde a que a Lusa teve acesso indicam que, em 2007, os portugueses gastaram 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras.
Destes, 2,42 milhões de euros foram cobrados como taxas de internamento (entre Abril e Dezembro de 2007).
As taxas moderadoras da cirurgia de ambulatório estão registadas e cobradas no módulo dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), que registaram uma cobrança de 15,94 milhões de euros no ano passado.
A criação das taxas de internamento e de cirurgia do ambulatório foi anunciada em 2006 por António Correia de Campos, antecessor da actual ministra da Saúde, Ana Jorge.
Na altura, Correia de Campos garantiu, numa entrevista à Lusa, que a medida não tinha fundamentos económicos.
Fonte: Jornal PUBLICO - 18.04.2008 - 13h56 Lusa
As taxas de internamento, tal como as de cirurgia de ambulatório, entraram em vigor a 1 de Abril de 2007. Nesse ano, o valor cobrado foi de cinco euros por dia de internamento (até um limite de dez dias) e de dez euros por cirurgia de ambulatório.
Estes valores foram, entretanto, actualizados, situando-se nos 5,10 euros por dia de internamento e nos 10,20 euros por cirurgia de ambulatório.
Dados do Ministério da Saúde a que a Lusa teve acesso indicam que, em 2007, os portugueses gastaram 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras.
Destes, 2,42 milhões de euros foram cobrados como taxas de internamento (entre Abril e Dezembro de 2007).
As taxas moderadoras da cirurgia de ambulatório estão registadas e cobradas no módulo dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), que registaram uma cobrança de 15,94 milhões de euros no ano passado.
A criação das taxas de internamento e de cirurgia do ambulatório foi anunciada em 2006 por António Correia de Campos, antecessor da actual ministra da Saúde, Ana Jorge.
Na altura, Correia de Campos garantiu, numa entrevista à Lusa, que a medida não tinha fundamentos económicos.
Fonte: Jornal PUBLICO - 18.04.2008 - 13h56 Lusa
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Inflação na saúde dispara para máximos de dez anos
A inflação média no sector da saúde registada no último ano aumentou para níveis historicamente elevados, colocando Portugal como o país da Zona Euro onde os preços mais se agravaram.
Segundo os dados mais recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação média na saúde nos 12 meses terminados em Fevereiro foi de 7,3%, quase três vezes superior à inflação global. A explicar esta evolução estão as decisões do Governo de introduzir novas taxas moderadoras, de aumentar algumas já existentes e de reduzir a comparticipações do Estado em produtos farmacêuticos de marca."
3 de Abril de 2008
Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt
Segundo os dados mais recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação média na saúde nos 12 meses terminados em Fevereiro foi de 7,3%, quase três vezes superior à inflação global. A explicar esta evolução estão as decisões do Governo de introduzir novas taxas moderadoras, de aumentar algumas já existentes e de reduzir a comparticipações do Estado em produtos farmacêuticos de marca."
3 de Abril de 2008
Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Transplantes de Órgãos rende milhões
Transplantes de órgãos rendem milhões aos profissionais de saúde
04.02.2008 - 10h10 PÚBLICO
Segundo o jornal "Diário de Notícias" de hoje, os transplantes de órgãos rendem milhões de euros por ano aos profissionais da saúde, havendo médicos que chegam a ganhar 30 mil euros líquidos por mês.
Durante os anos 90 criou-se um sistema de incentivos aos médicos com vista ao aumento de transplantes. Como o número de operações não satisfazia as necessidades, os hospitais foram estimulados a fazer uma maior colheita de órgãos com a ajuda de incentivos monetários sem precedentes em nenhuma outra especialidade.
Segundo a notícia publicada hoje no "Diário de Notícias", em 2007, “os transplantes chegaram aos 1330, mais 20 por cento do que no ano anterior. O que custou ao Estado naquele ano 23 milhões de euros só em incentivos. Com os actuais números de transplantes aquilo que antes era um estímulo pago aos profissionais para operar mais, tornou-se, hoje, numa fortuna”.
A última actualização dos incentivos, feita em 2006, determina que os hospitais recebam, para além das verbas previstas nos contratos-programa, entre 13 mil euros, por um rim transplantado e 55 mil euros, por um fígado, intestinos ou pulmões.
Seguindo a legislação, os montantes são entregues directamente aos hospitais que detém uma parcela e distribuiem os restante pelos profissionais envolvidos (entre 40 a 80 por cento). Quem faz a colheita de órgãos também recebe um valor que é, no entanto, menor que o da transplantação.
04.02.2008 - 10h10 PÚBLICO
Segundo o jornal "Diário de Notícias" de hoje, os transplantes de órgãos rendem milhões de euros por ano aos profissionais da saúde, havendo médicos que chegam a ganhar 30 mil euros líquidos por mês.
Durante os anos 90 criou-se um sistema de incentivos aos médicos com vista ao aumento de transplantes. Como o número de operações não satisfazia as necessidades, os hospitais foram estimulados a fazer uma maior colheita de órgãos com a ajuda de incentivos monetários sem precedentes em nenhuma outra especialidade.
Segundo a notícia publicada hoje no "Diário de Notícias", em 2007, “os transplantes chegaram aos 1330, mais 20 por cento do que no ano anterior. O que custou ao Estado naquele ano 23 milhões de euros só em incentivos. Com os actuais números de transplantes aquilo que antes era um estímulo pago aos profissionais para operar mais, tornou-se, hoje, numa fortuna”.
A última actualização dos incentivos, feita em 2006, determina que os hospitais recebam, para além das verbas previstas nos contratos-programa, entre 13 mil euros, por um rim transplantado e 55 mil euros, por um fígado, intestinos ou pulmões.
Seguindo a legislação, os montantes são entregues directamente aos hospitais que detém uma parcela e distribuiem os restante pelos profissionais envolvidos (entre 40 a 80 por cento). Quem faz a colheita de órgãos também recebe um valor que é, no entanto, menor que o da transplantação.
Estudio revela empleados valoran más el seguro de salud que los vales comida
seguros-salud 04-02-2008
Estudio revela empleados valoran más el seguro de salud que los vales comida
Un estudio realizado por la compañía Cigna revela que el seguro de salud se ha convertido en el beneficio social más valorado dentro de la empresa, incluso por encima de las ayudas de comida o los seguros de vida, pues 'influye de forma muy positiva en la satisfacción de los empleados'.
Además, según una nota de prensa sobre un estudio de mercado realizado por Cigna, las personas o colectivos que cuentan con un seguro de salud 'buscan fundamentalmente la atención personalizada y la calidad de los médicos' ya que 'la calidad del servicio ofrecido por los profesionales médicos es el atributo que más expectativas genera'.
Cigna, empresa especializada en seguros de salud para colectivos, ha financiado totalmente este estudio, que ha sido realizado por Bufete de Márketing, sobre una muestra de más de 800 registros con el fin de medir la evolución de la satisfacción global del colectivo asegurado, los tomadores de la póliza y los corredores de seguros de toda España.
Según el estudio, la compañía ha obtenido una valoración total de notable alto, con una puntuación media de 8,04 puntos sobre 10, por encima del trabajo realizado en 2005, donde los resultados fueron 'satisfactorios', con una puntuación superior al 8 sobre 10.
Los aspectos que más valoran los encuestados de Cigna son la atención personalizada de su Departamento de Servicio al Cliente y la atención médica ofrecida por los médicos que tienen acuerdos con dicha aseguradora.
Además, el estudio indica que el 86% de los asegurados en esta compañía -con más de 700 clientes corporativos y 100.000 personas aseguradas en España- están dispuestos a recomendar esta aseguradora de salud a conocidos y familiares.
Terra Actualidad - EFE
Estudio revela empleados valoran más el seguro de salud que los vales comida
Un estudio realizado por la compañía Cigna revela que el seguro de salud se ha convertido en el beneficio social más valorado dentro de la empresa, incluso por encima de las ayudas de comida o los seguros de vida, pues 'influye de forma muy positiva en la satisfacción de los empleados'.
Además, según una nota de prensa sobre un estudio de mercado realizado por Cigna, las personas o colectivos que cuentan con un seguro de salud 'buscan fundamentalmente la atención personalizada y la calidad de los médicos' ya que 'la calidad del servicio ofrecido por los profesionales médicos es el atributo que más expectativas genera'.
Cigna, empresa especializada en seguros de salud para colectivos, ha financiado totalmente este estudio, que ha sido realizado por Bufete de Márketing, sobre una muestra de más de 800 registros con el fin de medir la evolución de la satisfacción global del colectivo asegurado, los tomadores de la póliza y los corredores de seguros de toda España.
Según el estudio, la compañía ha obtenido una valoración total de notable alto, con una puntuación media de 8,04 puntos sobre 10, por encima del trabajo realizado en 2005, donde los resultados fueron 'satisfactorios', con una puntuación superior al 8 sobre 10.
Los aspectos que más valoran los encuestados de Cigna son la atención personalizada de su Departamento de Servicio al Cliente y la atención médica ofrecida por los médicos que tienen acuerdos con dicha aseguradora.
Además, el estudio indica que el 86% de los asegurados en esta compañía -con más de 700 clientes corporativos y 100.000 personas aseguradas en España- están dispuestos a recomendar esta aseguradora de salud a conocidos y familiares.
Terra Actualidad - EFE
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Estudo Técnico de Caracterização dos Prestadores Não Públicos de Cuidados de Saúde com Centros de Nascimento — ERS
Entidade Reguladora da Saúde publica "Estudo Técnico de Caracterização dos Prestadores Não Públicos de Cuidados de Saúde com Centros de Nascimento"
No exercício das suas atribuições e competências, realizou esta entidade um estudo com o objectivo de caracterizar os prestadores não públicos de cuidados de saúde com centros de nascimento, a fim de apurar se os cuidados de assistência ao parto nas instituições não públicas portuguesas são de qualidade satisfatória. Tendo analisado as conclusões do Estudo Técnico de Caracterização dos Prestadores Não Públicos de Cuidados de Saúde com Centros de Nascimento , bem como os comentários recebidos relativos ao relatório preliminar sobre aquele estudo, deliberou o Conselho Directivo da Entidade Reguladora da Saúde, no uso da competência que lhe foi conferida pelos artigos 6.º e 25.º do Decreto-Lei n.º 309/2003, de 10 de Dezembro, fazer um conjunto de recomendações às entidades responsáveis por centros de nascimento.
Relatório em http://www.ers.pt/actividades/pareceres-e-recomendacoes/824999.pdf
No exercício das suas atribuições e competências, realizou esta entidade um estudo com o objectivo de caracterizar os prestadores não públicos de cuidados de saúde com centros de nascimento, a fim de apurar se os cuidados de assistência ao parto nas instituições não públicas portuguesas são de qualidade satisfatória. Tendo analisado as conclusões do Estudo Técnico de Caracterização dos Prestadores Não Públicos de Cuidados de Saúde com Centros de Nascimento , bem como os comentários recebidos relativos ao relatório preliminar sobre aquele estudo, deliberou o Conselho Directivo da Entidade Reguladora da Saúde, no uso da competência que lhe foi conferida pelos artigos 6.º e 25.º do Decreto-Lei n.º 309/2003, de 10 de Dezembro, fazer um conjunto de recomendações às entidades responsáveis por centros de nascimento.
Relatório em http://www.ers.pt/actividades/pareceres-e-recomendacoes/824999.pdf
Ministério define novas regras pagamento da diálise
Ministério define novas regras pagamento da diálise
As empresas de diálise, com actividade paga pelo Ministério da Saúde, vão ter novas regras de facturação a partir de Fevereiro e poder cobrar 547,94 euros por doente, por semana.
As novas regras estão definidas num despacho do secretário de Estado da Saúde, assinado hoje, bem como num protocolo que será também hoje assinado entre a tutela e a Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial).
De acordo com este protocolo, a que a Lusa teve acesso, «é estabelecida uma relação directa e explícita entre financiamento e cumprimento dos parâmetros de serviços, em concordância com as metas e objectivos fixados».
Às empresas aderentes, o Ministério da Saúde pagará 547,94 euros por doente, por semana, ou seja, 78,28 euros por doente/dia, cabendo às empresas prestadoras de serviços de diálise «prestar cuidados de saúde de qualidade aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, em tempo útil, nas melhores condições de atendimento e a não estabelecer qualquer tipo de discriminação», entre outras obrigações.
A mudança de regras nesta área surge porque o Ministério da Saúde considera estarem criadas «as condições necessárias para tratar a doença renal crónica através de um modelo de «gestão integrada da doença», tendo em conta que se trata de um problema de saúde que, do ponto de vista da saúde pública, requer uma acção planificada e integrada, através de estratégias bem definidas, de forma a alcançar, simultaneamente, ganhos em saúde, melhoria da qualidade e racionalização do sistema».
«Com a implementação do modelo de gestão integrada da doença é criado um sistema de informação de gestão da doença renal crónica assente na plataforma de gestão integrada da doença da Direcção-Geral da Saúde que permite acompanhar resultados e monitorizar a qualidade dos cuidados prestados e fornecer informação sobre todos os aspectos relevantes relacionados com os tratamentos e com a evolução da doença», segundo o despacho assinado por Francisco Ramos.
O despacho do secretário de Estado da Saúde indica que «passa a ser obrigatório para todas as entidades convencionadas de diálise (independentemente de optarem pelo preço por sessão ou pelo preço compreensivo), registar todos os actos, procedimentos, medicamentos e exames relativos a cada doente no «sistema de informação», com respeito pelas regras deontológicas, pelo segredo profissional e pela protecção dos dados pessoais».
O governo criou ainda a Comissão Nacional de Acompanhamento da Diálise, com «competências próprias para proceder ao acompanhamento técnico específico», tendo extinto a Comissão Nacional de Diálise e o Conselho Nacional de Diálise.
Diário Digital / Lusa
18-01-2008 6:01:00
As empresas de diálise, com actividade paga pelo Ministério da Saúde, vão ter novas regras de facturação a partir de Fevereiro e poder cobrar 547,94 euros por doente, por semana.
As novas regras estão definidas num despacho do secretário de Estado da Saúde, assinado hoje, bem como num protocolo que será também hoje assinado entre a tutela e a Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial).
De acordo com este protocolo, a que a Lusa teve acesso, «é estabelecida uma relação directa e explícita entre financiamento e cumprimento dos parâmetros de serviços, em concordância com as metas e objectivos fixados».
Às empresas aderentes, o Ministério da Saúde pagará 547,94 euros por doente, por semana, ou seja, 78,28 euros por doente/dia, cabendo às empresas prestadoras de serviços de diálise «prestar cuidados de saúde de qualidade aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, em tempo útil, nas melhores condições de atendimento e a não estabelecer qualquer tipo de discriminação», entre outras obrigações.
A mudança de regras nesta área surge porque o Ministério da Saúde considera estarem criadas «as condições necessárias para tratar a doença renal crónica através de um modelo de «gestão integrada da doença», tendo em conta que se trata de um problema de saúde que, do ponto de vista da saúde pública, requer uma acção planificada e integrada, através de estratégias bem definidas, de forma a alcançar, simultaneamente, ganhos em saúde, melhoria da qualidade e racionalização do sistema».
«Com a implementação do modelo de gestão integrada da doença é criado um sistema de informação de gestão da doença renal crónica assente na plataforma de gestão integrada da doença da Direcção-Geral da Saúde que permite acompanhar resultados e monitorizar a qualidade dos cuidados prestados e fornecer informação sobre todos os aspectos relevantes relacionados com os tratamentos e com a evolução da doença», segundo o despacho assinado por Francisco Ramos.
O despacho do secretário de Estado da Saúde indica que «passa a ser obrigatório para todas as entidades convencionadas de diálise (independentemente de optarem pelo preço por sessão ou pelo preço compreensivo), registar todos os actos, procedimentos, medicamentos e exames relativos a cada doente no «sistema de informação», com respeito pelas regras deontológicas, pelo segredo profissional e pela protecção dos dados pessoais».
O governo criou ainda a Comissão Nacional de Acompanhamento da Diálise, com «competências próprias para proceder ao acompanhamento técnico específico», tendo extinto a Comissão Nacional de Diálise e o Conselho Nacional de Diálise.
Diário Digital / Lusa
18-01-2008 6:01:00
sábado, 12 de janeiro de 2008
Brasil: ANS amplia cobertura obrigatória de planos de saúde
ANS amplia cobertura obrigatória de planos de saúde a partir de abril 10/01/2008
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, na edição de 10 de janeiro de 2008 do Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 167, que revê o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e amplia as coberturas para os beneficiários de planos de saúde. A nova cobertura será obrigatória a partir de 2 de abril de 2008, quando todos os planos novos (contratados após 1º de janeiro de 1999) deverão estar adaptados à norma.Com as alterações, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS passará a listar 2.973 itens e permanecerá alinhado às evidências científicas. Entre os procedimentos incluídos nessa revisão do Rol estão algumas novas tecnologias, como o Yag Laser (para cirurgia de catarata), procedimentos para anticoncepção (DIU, vasectomia e ligadura tubária), procedimentos cirúrgicos e invasivos, além de exames laboratoriais.O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a referência de cobertura mínima obrigatória para cada segmentação de planos de saúde (ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e plano referência) contratada pelo consumidor. A lógica do Rol é voltada para a cobertura e não para o pagamento, e, além disso, o Rol define para cada procedimento as segmentações de planos de saúde que devem ou não cobri-lo.Novidades do RolA versão 2008 do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é resultado de um trabalho desempenhado desde 2005 pelo grupo técnico integrado pelo órgão regulador e entidades representativas de consumidores, operadoras e prestadores. A revisão do Rol apresenta uma série de novidades. A partir de abril de 2008, a cobertura ambulatorial a atendimentos de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia estará garantida. Isto dará ao consumidor a oportunidade de acesso a um tratamento multiprofissional de acordo com a filosofia da integralidade da atenção à saúde preconizada pela ANS. Por isso, também foram incluídos os procedimentos de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças, como a mamografia digital.Os procedimentos contraceptivos também são de grande importância para a saúde da mulher. A inserção do dispositivo intra-uterino (DIU) terá sua cobertura garantida, inclusive os custos do próprio dispositivo, em seu modelo convencional (não-hormonal).Novas coberturas dos planos de saúde estimulam o parto humanizadoA revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde apresenta a inclusão de duas coberturas importantes para a prática do parto humanizado entre as beneficiárias de planos de saúde. Na nova versão do Rol, serão possibilitadas as coberturas dos partos feitos por enfermeira obstétrica e a presença de um acompanhante durante toda a estada da mulher no hospital, desde o momento do parto até a sua alta. A literatura médica associa a participação da enfermeira obstétrica e a presença do acompanhante à redução do número de cesarianas. DIU, laqueadura e mamografia digital integram a lista de coberturas obrigatórias a partir de 2008A cobertura a procedimentos de assistência à mulher é mais um destaque desta revisão. A inclusão da cobertura da mamografia digital será um reforço para ampliar o combate ao câncer de mama. O procedimento poderá ser feito desde que sua indicação obedeça às diretrizes definidas pela ANS, ou seja, para mulheres com menos de 50 anos, que tenham mamas densas e estejam em fase pré ou peri-menopáusica. Outro novo procedimento com cobertura é a mamotomia, espécie de biópsia a vácuo guiada por raio X ou ultra-som, indicada para nódulos mamários menores que dois centímetros e com maiores suspeitas de malignidade (classificados nas categorias 4 e 5 do padrão Breast Imaging and Reporting Data System Mammography - BI-RADS). A laqueadura tubária também passará a ter cobertura obrigatória, desde que sejam seguidas as diretrizes do Ministério da Saúde (Lei nº 9263/96), que valerão também para a cobertura da vasectomia, no caso dos homens. Outra cobertura muito importante para a saúde da mulher, é a colocação do Dispositivo Intra-uterino (DIU). As beneficiárias de planos de saúde novos ou adaptados terão direito não apenas à colocação, mas também à cobertura do DIU convencional (não hormonal).Veja as principais inclusões da versão 2008 do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS O que muda com a revisão do RolA atualização apresentada pela ANS ao setor prevê alterações relacionadas à adequação de nomenclatura, inclusão, exclusão, desmembramento e unificação de procedimentos.Após a revisão, a versão 2008 do Rol passou a conter 2.973 procedimentos. Foram estipuladas diretrizes de utilização, baseadas em evidências científicas, e definidas para procedimentos específicos, que são de alto custo, que poderiam ser utilizados de forma indiscriminada ou que possuem legislação ou normatização específica.A primeira versão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, estabelecida em 1998 pela Resolução do Conselho de Saúde Suplementar (CONSU) nº 10, foi revista pela Agência em 2000, através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 41, e em 2001, através da RDC nº 67. A versão até em então em vigor foi definida pela ANS na Resolução Normativa nº 82 (anexo), de 2004. O objetivo da ANS é que as próximas revisões do Rol ocorram com uma freqüência maior.Consulta pública revelou enorme participação popularDe 15 de junho a 6 de setembro de 2007, o sítio da ANS abrigou a Consulta Pública nº 27, referente à revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Durante os 84 dias de consulta, a ANS recebeu aproximadamente 30 mil contribuições de operadoras, prestadores, sociedades de especialidades médicas e associações civis.A grande surpresa foi a enorme participação popular: ao todo, 71% das correspondências recebidas pela ANS foram de pessoas físicas, o que trouxe ao processo de revisão um olhar bastante presente do beneficiário de planos de saúde. Segmentações de planos de saúde e suas coberturas mínimas obrigatóriasQuando uma pessoa física ou jurídica contrata um plano de saúde, uma das escolhas a se fazer é definir a segmentação do produto contratado. Se é um plano ambulatorial, sua cobertura se restringirá a consultas, exames e demais tratamentos passíveis de realização em ambulatório, ou seja, que não demandem internações. Já um plano estritamente hospitalar cobrirá internações, mas não dará direito à cobertura ambulatorial. Planos hospitalares com obstetrícia abrangem partos e coberturas para o recém-nascido, e o plano referência é a segmentação mais ampla, que reúne todas as coberturas citadas anteriormente. Leia a Resolução Normativa nº 167Anexos
http://www.ans.gov.br/
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